{"id":942,"date":"2016-05-09T15:02:48","date_gmt":"2016-05-09T15:02:48","guid":{"rendered":"https:\/\/comunicacaoeleitoral.ufpr.br\/?p=942"},"modified":"2016-05-11T00:31:06","modified_gmt":"2016-05-11T00:31:06","slug":"jornais-apoiam-o-impeachment-de-dilma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/comunicacaoeleitoral.ufpr.br\/index.php\/2016\/05\/09\/jornais-apoiam-o-impeachment-de-dilma\/","title":{"rendered":"Jornais apoiam o impeachment de Dilma?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O jornalismo nunca foi t\u00e3o esmiu\u00e7ado, esquadrinhado, debatido, criticado como neste per\u00edodo p\u00f3s-industrial, ou seja, na era digital. \u00c0s quest\u00f5es antigas\u200a\u2014\u200aqualidade, independ\u00eancia, \u00e9tica, compromisso social com as not\u00edcias etc.\u200a\u2014\u200ajuntaram-se outros temas pr\u00f3prios da mudan\u00e7a do modelo de neg\u00f3cio dos jornais, do surgimento de novos produtos de informa\u00e7\u00e3o na internet e at\u00e9 mesmo da \u201cconcorr\u00eancia\u201d do chamado jornalismo cidad\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar das novidades, penso que as antigas quest\u00f5es continuam relevantes, pois s\u00e3o elas que construir\u00e3o e\/ou destrui\u00e7\u00e3o reputa\u00e7\u00f5es de profissionais e a credibilidade de marcas, independentemente da plataforma em que estiverem hospedadas. A cobertura que a m\u00eddia brasileira tem feito dos acontecimentos pol\u00edticos atuais entrou na pauta de discuss\u00e3o desde as manifesta\u00e7\u00f5es de 2013. E os ve\u00edculos, que j\u00e1 foram vistos como meros reprodutores de fatos, agora s\u00e3o questionados, at\u00e9 mesmo com uma injustific\u00e1vel viol\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa sociedade horizontalizada pelas redes sociais, pais, padres, professores, m\u00e9dicos, para citar alguns exemplos, perderam autoridade. A hierarquia quebrou-se. Os pol\u00edticos perderam credibilidade, mas n\u00e3o o poder, e n\u00e3o seria diferente com a m\u00eddia, a mais exposta. Ao longo desses dois anos de governo tumultuado de Dilma Rousseff, o papel da imprensa foi colocado em xeque em in\u00fameros artigos jornal\u00edsticos e acad\u00eamicos, discursos e bate-papo nas redes sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/comunicacaoeleitoral.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/impeachmant.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-943\" src=\"https:\/\/comunicacaoeleitoral.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/impeachmant-300x164.jpg\" alt=\"impeachmant\" width=\"300\" height=\"164\" srcset=\"https:\/\/comunicacaoeleitoral.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/impeachmant-300x164.jpg 300w, https:\/\/comunicacaoeleitoral.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/impeachmant.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim comecei a me questionar. Qual foi o papel da m\u00eddia no processo de impeachment de Dilma? Decidi fazer uma pesquisa em tr\u00eas momentos de queda de presidentes da Rep\u00fablica no Brasil. Diante da dificuldade de acesso a arquivos de tipos diferentes de m\u00eddia, optei por tr\u00eas jornais cujos acervos est\u00e3o dispon\u00edveis na internet: Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo e O GLOBO.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escolhi tr\u00eas fatos: a deposi\u00e7\u00e3o do presidente Jo\u00e3o Goulart, em 1964, pelo golpe militar; o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, em 1992; e o processo de impeachment atual. Dediquei v\u00e1rias horas a ler editorais dos tr\u00eas jornais de mar\u00e7o e abril de 1964; de setembro e dezembro de 1992, meses da admissibilidade do impeachment e da ren\u00fancia de Collor respectivamente, e o apanhado de editorais de janeiro a 20 de abril deste ano dos mesmos jornais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O resultado dessa pesquisa pode ser conferido nos quatro textos abaixo. No primeiro relato o que encontrei nos jornais de 1964. No segundo trato da era Collor. A era Dilma est\u00e1 no terceiro texto. No quarto, fa\u00e7a a an\u00e1lise do material e dou a resposta para o t\u00edtulo acima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h3 style=\"text-align: justify;\">O Golpe de 64 contado pela Folha, Estad\u00e3o e O Globo<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os livros de hist\u00f3ria j\u00e1 contaram em detalhe o envolvimento e apoio de praticamente toda a m\u00eddia brasileira a favor da deposi\u00e7\u00e3o do presidente Jo\u00e3o Goulart e, posteriormente, o apoio ao golpe militar. A releitura hoje de alguns editoriais da Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo e O GLOBO da \u00e9poca d\u00e3o pistas preciosas para compreender o papel da imprensa em momentos de crises pol\u00edticas e permite compreender que suas posi\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram fatos isolados, mas se interligam, apesar dos acontecimentos em per\u00edodos hist\u00f3ricos distintos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por meio do acervo digital dos tr\u00eas jornais, li edi\u00e7\u00f5es de mar\u00e7o e abril de 1964 dos tr\u00eas jornais. Primeira percep\u00e7\u00e3o do leitor de hoje \u00e9 como nos parecem familiares as descri\u00e7\u00f5es que os jornais faziam do Brasil de 1964 para justificar uma interven\u00e7\u00e3o. Segundo o notici\u00e1rio, o pa\u00eds passava por uma das maiores \u201ccrises de sua hist\u00f3ria\u201d (Folha em editorial, 3\/4\/64).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Pa\u00eds est\u00e1 paralisado, t\u00edtulos caindo da Bolsa, d\u00f3lar batendo todos os recordes anteriores, popula\u00e7\u00e3o intranquilizada pela maior onda de boatos ocorrida ultimamente\u201d (O GLOBO, 31\/3\/64). \u201cOs paulistas foram \u00e0s ruas na manifesta\u00e7\u00e3o do dia 19 (de mar\u00e7o, a famosa Marcha da Fam\u00edlia, com Deus pela Liberdade), com a \u2018heroica decis\u00e3o com que os paulistas defenderam, h\u00e1 32 anos a soldadesca de Get\u00falio\u2019\u201d (O Estado de S.Paulo, em editorial 1\u00ba\/4\/64).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui um par\u00eantese: em 20 de mar\u00e7o, o Estad\u00e3o abriu uma foto vertical de cima abaixo na capa com o t\u00edtulo Enquanto h\u00e1 liberdade, noticiando a marcha que tinha sido realizada no dia anterior. Dia 19, o jornal publicou um an\u00fancio de um quarto de p\u00e1gina convidando os leitores para a manifesta\u00e7\u00e3o. Fecha par\u00eantese.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos tr\u00eas jornais, A Folha foi a mais discreta na not\u00edcia da vit\u00f3ria dos \u201crevolucion\u00e1rios\u201d: Congresso declara Presid\u00eancia vaga; Mazzilie assume (2\/4\/64). O GLOBO foi um pouco al\u00e9m: Empossado Mazzilli na Presid\u00eancia\u200a\u2014\u200aFugiu Goulart e a democracia est\u00e1 sendo restabelecida. O Estad\u00e3o: Democratas dominam toda a na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tr\u00eas jornais n\u00e3o enxergaram na deposi\u00e7\u00e3o de um presidente e na outorga do Ato Institucional n\u00ba 1, em 9 de abril \u2013 que alterou a Constitui\u00e7\u00e3o de 1946 e determinou, entre outras mudan\u00e7as, a elei\u00e7\u00e3o do presidente pelo Congresso Nacional em substitui\u00e7\u00e3o ao presidente deposto \u2013, como atos autorit\u00e1rios, inconstitucionais e contr\u00e1rios \u00e0 democracia que diziam defender na campanha contra Goulart. O Estad\u00e3o anunciou o sucesso dos militares como \u201cesmagadora vit\u00f3ria alcan\u00e7ada pela democracia liberal (representada pelos golpistas) contra os totalit\u00e1rios extremistas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ilegalidade estava no golpe, mas os jornais esfor\u00e7aram-se em seus editorais para explicar por que a \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d p\u00f4s fim \u00e0 amea\u00e7a de quebra constitucional que diziam viria dos \u201cagitadores\u201d e do presidente deposto. O Estad\u00e3o fez um editorial brilhante (ali\u00e1s \u00e9 justo dizer que o jornal sempre primou por editorais bem escritos, mesmo que se discordem deles), apesar de delirante, para explicar essa contradi\u00e7\u00e3o. Em 11 de abril, dois dias depois dos militares institu\u00edrem o AI-1, o jornal escreveu:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cE realmente o que distingue uma revolu\u00e7\u00e3o de um golpe de Estado, por exemplo, \u00e9 o fato de que aquela, uma vez vitoriosa, se converte em fonte de Direito e, como fonte de Direito, o poder que ela encarna se transforma \u2018ipso facto\u2019 em \u00f3rg\u00e3o constituinte que se autoriza do fato de ser o leg\u00edtimo representante da vontade popular. E, como tal, o primeiro ato que deve participar \u00e9 outorgar-se uma Constitui\u00e7\u00e3o que lhe conceda direitos sem os quais n\u00e3o poderia levar a bom termo os objetivos da Revolu\u00e7\u00e3o, e que, ao mesmo tempo, trace os limites de seu pr\u00f3prio poder\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outras palavras, o golpe (ah, n\u00e3o era golpe, era revolu\u00e7\u00e3o) legitimou-se porque os militares outorgaram uma Constitui\u00e7\u00e3o, nada muito diferente do que fizeram todos os golpistas em \u00e9pocas anteriores, como em 1930. As contradi\u00e7\u00f5es eram vis\u00edveis nos tr\u00eas jornais, mas ignoradas. Em 3 de abril a manchete do GLOBO dizia: Mais de 800 mil pessoas na \u201cmarcha da vit\u00f3ria e, ao lado, o editorial A vez do Congresso, lembrando que pela Constitui\u00e7\u00e3o o Congresso tinha 30 dias para eleger novos presidente e vice-presidente. O jornal acreditava no respeito a Constitui\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que na mesma edi\u00e7\u00e3o, abaixo da mat\u00e9ria sobre a \u201cmarcha da vit\u00f3ria\u201d da democracia na p\u00e1gina interna, outra reportagem informava: O Ex\u00e9rcito dissolve passeata em Bras\u00edlia e prende Darci Ribeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aparentemente os tr\u00eas jornais confiavam, a julgar pelas reportagens dos primeiros dias p\u00f3s-golpe, que os militares restaurariam a democracia. \u201cVoltou a na\u00e7\u00e3o, felizmente, ao regime de plena legalidade que se achava praticamente suprimido nos \u00faltimos tempos do governo do ex-presidente Jo\u00e3o Goulart. E isto se fez, note-se, com m\u00ednimo traumatismo, gra\u00e7as ao discernimento de nossas For\u00e7as Armadas, que agiram prontamente para conter os desmandos de um pol\u00edtico que, cercado de assessores comunistas, procurava manobrar o pa\u00eds de acordo com o pensamento desse reduzido grupo e em ostensivo desrespeito \u00e0s melhores e mais caras tradi\u00e7\u00f5es de nossa gente.\u201d (Folha, O Brasil continua, 3\/4\/64)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No editorial Ressurge a democracia (uma ironia visto hoje) O GLOBO crava em 2 de abril na sua primeira p\u00e1gina: \u201cVive a Na\u00e7\u00e3o dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vincula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, simpatias ou opini\u00e3o sobre problemas isolados para salvar o que \u00e9 essencial: a democracia, a lei e a ordem.\u201d E tudo \u201cgra\u00e7as \u00e0 decis\u00e3o e ao hero\u00edsmo das For\u00e7as Armadas\u2026\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A cr\u00f4nica jornal\u00edstica do impeachment de Collor de Mello<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos anos 90 o Brasil curava-se das feridas dos 21 anos de ditadura militar e reconstru\u00eda com dificuldade sua democracia ao mesmo tempo em que enfrentava uma grave crise econ\u00f4mica herdada dos militares. Acompanhei como estudante de Jornalismo e depois como jornalista em in\u00edcio de carreiras as intensas atividades pol\u00edticas dos anos 80.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reverberavam na universidade todos os fatos da \u00e9poca. A anistia e volta dos exilados da ditadura e fim das cassa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas (1979), o fim do bipartidarismo (1980), elei\u00e7\u00e3o direta para governadores (1982), campanha pelas diretas-j\u00e1 para presidente da Rep\u00fablica (1985), elei\u00e7\u00e3o do primeiro presidente civil pelo Congresso Nacional, seguida da morte do eleito e da posse do vice-presidente (1985), elei\u00e7\u00e3o direta para prefeito das capitais, \u00e1reas de seguran\u00e7a nacional e inst\u00e2ncias hidrotermais (1985), nova Constitui\u00e7\u00e3o (1988) e a primeira elei\u00e7\u00e3o direta para presidente da Rep\u00fablica (1989).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A imprensa, amorda\u00e7ada posteriormente pelos militares que haviam apoiado como \u201csalvadores da democracia\u201d das garras dos comunistas, lentamente readquiria sua liberdade. As den\u00fancias contra o presidente Fernando Collor de Mello surgiram ainda em meio \u00e0 euforia das vit\u00f3rias democr\u00e1ticas e provocou um des\u00e2nimo geral na popula\u00e7\u00e3o. Mas ainda treinada pela participa\u00e7\u00e3o intensa nos movimentos populares dos anos 80 em prol da redemocratiza\u00e7\u00e3o, o povo voltou \u00e0s ruas pelo impeachment de Collor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta vez, Folha de S.Paulo, O GLOBO e O Estado de S. Paulo tiveram uma atua\u00e7\u00e3o independente, se comparada com a cobertura do golpe de 1964. Os tr\u00eas jornais fizeram um trabalho de f\u00f4lego de investiga\u00e7\u00e3o. N\u00e3o havia dela\u00e7\u00e3o premiada, vazamento seletivo de informa\u00e7\u00f5es muito menos redes sociais. A sa\u00edda era investigar, buscar fontes, conquistar informa\u00e7\u00f5es privilegiadas e acima de tudo, ouvir muito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Revendo os jornais da \u00e9poca, percebe-se uma cobertura sem passionalismo. O GLOBO, que apoiou a elei\u00e7\u00e3o de Collor de Mello em 1989, evitou se manifestar por meio de editoriais. Em alguns casos ficou at\u00e9 engra\u00e7ada a omiss\u00e3o do jornal. Em 7 de setembro de 1992 foi realizada uma grande manifesta\u00e7\u00e3o contra o presidente. No dia seguinte, o editorial do jornal tratava de um festival de cinema realizado no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dia 18 aconteceu em S\u00e3o Paulo o que ficou conhecido como o \u201cmaior ato pol\u00edtico do Brasil\u201d, a manifesta\u00e7\u00e3o no Vale do Anhangaba\u00fa, que a imprensa disse ter tido 1 milh\u00e3o de pessoas. Diante de tanto barulho, O GLOBO cedeu. Rasgou uma enorme foto na capa ao lado de um editorial. Nele, o jornal critica as ofensas pessoais e os insultos que Collor havia feito na quarta, 16, diante de dezenas de deputados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cImposs\u00edvel aceitar para aquela catilin\u00e1ria a defini\u00e7\u00e3o de desabafo (\u2026). O deplor\u00e1vel epis\u00f3dio, de que foram v\u00edtimas algumas das personalidades mais respeit\u00e1veis da nossa vida p\u00fablica, s\u00f3 pode contribuir para aprofundar a crise de governabilidade em que se debate o pa\u00eds.\u201d (O GLOBO, Descontrole, 19\/9\/92). Note-se o tom cr\u00edtico, mas respeitoso. Houve outros editorais, mas em todos eles o jornal tenta manter um distanciamento. \u00c9 o caso de \u00c2ncora jur\u00eddica (25\/9\/92) em que defende uma decis\u00e3o do STF sobre o julgamento do impeachment.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vota\u00e7\u00e3o da admissibilidade ocorreu numa ter\u00e7a-feira, e no domingo anterior, o jornal dedicou seu editorial \u00e0 \u00e9tica cat\u00f3lica. Dia 29 de setembro de 1992 foi o dia que entrou para a hist\u00f3ria brasileira, com a aprova\u00e7\u00e3o do impeachment do presidente pela C\u00e2mara dos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deputados. O GLOBO abriu sua edi\u00e7\u00e3o com o t\u00edtulo seco: C\u00e2mara vota hoje destino de Collor. O editorial deste dia defendia mais incentivo \u00e0s ferrovias (Impulso para o trem, 29\/9\/92).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Folha de S.Paulo foi bem mais incisiva. Quase um ano antes da vota\u00e7\u00e3o do impeachment ela pediu em editorial na capa Ren\u00fancia j\u00e1. \u201cCom rapidez vertiginosa, os desdobramentos do caso PC Farias vieram a atingir o pr\u00f3prio cerne do governo. A sociedade brasileira assiste, angustiada e estarrecida, ao completo colapso da credibilidade presidencial.\u201d (Folha, 30\/06\/92). No dia da vota\u00e7\u00e3o, novo editorial na capa chamava a aten\u00e7\u00e3o para \u201cum sentido profundo de responsabilidade e decis\u00e3o toma o pa\u00eds ao chegar o momento de, como gesto firme, dar um desfecho ao drama que o paralisa.\u201d (Folha, 29\/9\/92).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia seguinte, j\u00e1 com o impeachment aprovado, o jornal escreveu: \u201cA prova\u00e7\u00e3o chegou ao fim. A sociedade brasileira, aliviada, v\u00ea uma confirma\u00e7\u00e3o eloquente de sua maturidade institucional.\u201d (A li\u00e7\u00e3o do impeachment, 30\/09\/92). E assim o jornal continuou expressando suas opini\u00f5es at\u00e9 a ren\u00fancia de Collor em 29 de dezembro em editorais bem parecidos com os que escreveu no per\u00edodo do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, contundentes, mas sem ataques pessoais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Estado de S.Paulo n\u00e3o economizou tinta em seus editoriais. Chamou a minha aten\u00e7\u00e3o a preocupa\u00e7\u00e3o do jornal com a legalidade, diferentemente de 1964. No in\u00edcio de setembro pediu \u201crespeito aos ritos e ao direito\u201d (04\/09\/92). Posteriormente, reclamou da falta da \u201cdecantada objetividade\u200a\u2014\u200abem escassa em alguns meios de comunica\u00e7\u00e3o\u200a\u2014\u200ada cobertura da m\u00eddia internacional sobre a crise no Brasil\u201d. Em O Supremo em risco (30\/9\/92) o Estad\u00e3o explicou sua preocupa\u00e7\u00e3o com o respeito \u00e0s leis: \u201c(\u2026) Tivemos uma \u00fanica e exclusiva preocupa\u00e7\u00e3o: a de que a ordem jur\u00eddica fosse preservada. N\u00e3o era posi\u00e7\u00e3o f\u00e1cil de expor perante parte do p\u00fablico, pois implicava os direitos do cidad\u00e3o Fernando Collor de Mello.\u201d (Grifo meu)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m preocupou o Estad\u00e3o o uso do impeachment de Collor por grupos advers\u00e1rios para alcan\u00e7arem o poder. \u201cComo j\u00e1 dissemos algumas vezes a batalha pelo impeachment do presidente da Rep\u00fablica \u00e9, na verdade, uma luta pelo poder, na qual o idealismo dos jovens, a ang\u00fastia dos que n\u00e3o suportam mais conviver com den\u00fancias di\u00e1rias de corrup\u00e7\u00e3o ou simplesmente m\u00e1 administra\u00e7\u00e3o dos recursos p\u00fablicos s\u00e3o explorados por alguns que vislumbraram de repente, a possibilidade de voltar a deter comandos na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica nacional\u201d, escreveu em 8 de setembro. A preocupa\u00e7\u00e3o tinha endere\u00e7o certo, \u201cos cl\u00e3s\u201d que j\u00e1 tinha passado pelo poder, uma refer\u00eancia direta a Jos\u00e9 Sarney que articulava a favor do impeachment.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Folha, Globo e Estad\u00e3o, no segundo impeachment, em 2016<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cobertura do impeachment da presidente Dilma Rousseff ainda est\u00e1 em andamento. Olhar os fatos de t\u00e3o perto impede uma vis\u00e3o do conjunto. A vista embara\u00e7a e o campo de vis\u00e3o diminui confundindo a vis\u00e3o. Diante disso, decide por uma metodologia de trabalho para tentar enxergar um pouco melhor como esses tr\u00eas jornais se posicionaram agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Selecionei os editorais de janeiro a 20 de abril, apenas nos dias \u00fateis, deste ano que tratam do esc\u00e2ndalo envolvendo a presidente Dilma Rousseff, seu partido e o ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. Fiz uma tabela de Excel para facilitar a an\u00e1lise. De cara j\u00e1 foi poss\u00edvel perceber grandes mudan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao impeachment de 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O GLOBO e o Estad\u00e3o deixaram o tom solene que adotaram em 92 e assumiram um tom bem agressivo. O jornal carioca, econ\u00f4mico nos editoriais na era Collor, n\u00e3o ficou um dia sem fazer uma cr\u00edtica ao governo, a Dilma ou seus aliados. O Estad\u00e3o, que publica tr\u00eas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">editoriais por dia contra um no tempo de Collor, chegou a dedicar os tr\u00eas v\u00e1rias vezes para seus ataques. A imparcialidade que o Estad\u00e3o cobrou em 1992 foi esquecida agora. Tamb\u00e9m n\u00e3o se preocupou com o uso do impeachment por grupos advers\u00e1rios como trampolim para ascender ao poder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O jornal paulista publicou 83 editoriais sobre o tema neste per\u00edodo. Foi o mais duro contra o governo, Dilma, Lula e o PT como em O asceta de Guaranhuns, em que diz ser \u201cnot\u00e1vel o atrevimento com que o personagem [Lula], que ficou rico na pol\u00edtica, se apresenta como monopolista das mais pristinas virtudes\u201d. (21\/1\/16)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Repete o ataque em 29 de janeiro: \u201cLula sempre foi conhecido pela liberalidade e indulg\u00eancia com que trata quest\u00f5es \u00e9ticas\u201d e em A farsa desmontada (2\/2\/16), ao dizer que Lula n\u00e3o \u00e9 o homem honesto que dizia ser. Usa e abusa de express\u00f5es como sandices, demag\u00f3gicos, populistas, trucul\u00eancia, lulopetismo, bolivarianismo, falta de vergonha e hist\u00e9rica (se referindo \u00e0 presidente). Escreveu que Lula e Dilma vivem \u201caos berros\u201d. Referiu-se aos militantes petistas e de movimentos sociais pr\u00f3-governo como \u201ctigrada\u201d; acusou o governo de tentar um \u201cgolpe de Estado\u201d com a nomea\u00e7\u00e3o de Lula para ministro-chefe da Casa Civil e Dilma de promover uma \u201cguerra ao Estado de Direito\u201d por se dizer v\u00edtima de um golpe. Nem de longe a posi\u00e7\u00e3o editorial do Estad\u00e3o lembra os cuidados e preocupa\u00e7\u00f5es de 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O GLOBO n\u00e3o foge \u00e0 linha do Estad\u00e3o. Publicou 29 editoriais no per\u00edodo de minha pesquisa. Foi igualmente duro na escolha dos adjetivos e no tom dos ataques. Usou bastante as express\u00f5es lulopetismo, sempre em tom pejorativo, e bolivarianismo, para definir ideologicamente o governo e o PT. Em 25 de janeiro, afirmou que o governo realizava o \u201cprojeto de equiparar o Brasil \u00e0 Venezuela\u201d. Escreveu que \u201cimpeachment n\u00e3o \u00e9 golpe\u201d em mais de um editorial. Lendo esses textos, imposs\u00edvel n\u00e3o lembrar o esfor\u00e7o do Estad\u00e3o em 1964 para explicar que \u201crevolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o era golpe\u201d. Disse que \u201cvale-tudo empurra Dilma e Lula para a ilegalidade\u201d e que a presidente fala de um \u201cpa\u00eds imagin\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Folha de S.Paulo foi o \u00fanico dos tr\u00eas que teve uma postura mais pr\u00f3xima da de 1992. Como h\u00e1 24 anos, tamb\u00e9m publicou com anteced\u00eancia um editorial na capa, dizendo que \u201cn\u00e3o lhe restar\u00e1 (a Dilma), caso se dobre sob o peso da crise, sen\u00e3o abandonar suas responsabilidades presidenciais e, eventualmente o cargo que ocupa\u201d (\u00daltima chance, 13\/9\/15). Em outras palavras defendeu a ren\u00fancia como fizera com Collor. E o fez em uma segunda vez em Nem Dilma nem Temer (02\/04\/16) quando pediu a ren\u00fancia da presidente e do vice-presidente Michel Temer. Ao longo do per\u00edodo pesquisado, a Folha, que publica dois editoriais di\u00e1rios, fez duras cr\u00edticas ao governo e seus aliados em 23 textos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Conclus\u00e3o: os jornais, como em 64, escolheram um lado<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Guerra Fria dividiu o mundo na d\u00e9cada de 60 e essa influ\u00eancia internacional contaminou a pol\u00edtica brasileira. A imprensa (representada neste texto pelos tr\u00eas jornais pesquisados) juntou-se aos empres\u00e1rios, militares, movimentos sociais, igreja, e convenceu a popula\u00e7\u00e3o de que o Brasil corria o risco de se transformar em um pa\u00eds comunista pelas m\u00e3os do presidente Jo\u00e3o Goulart. Foi um dos agentes da deposi\u00e7\u00e3o de Goulart.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A disputa ideol\u00f3gica entre direita e esquerda ganhou a ades\u00e3o dos jornais, sob o pretexto de proteger o pa\u00eds dos comunistas e dos totalit\u00e1rios. Os jornais se juntaram aos \u201cbons\u201d na luta contra o \u201cmal\u201d e contribuiu decisivamente para implanta\u00e7\u00e3o do regime que por 21 anos comandou persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, pris\u00f5es, torturas e mortes. Ela pr\u00f3pria depois se tornou v\u00edtima, a exemplo de tantos outros apoiadores do golpe, como o ent\u00e3o governador da Guanabara, Carlos Lacerda\u200a\u2014\u200apara ficar apenas em um exemplo \u2013, o maior l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o aos governos de Get\u00falio Vargas, Juscelino Kubitschek e Jo\u00e3o Goulart que depois foi cassado e preso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1992 a direita estava envergonhada com o recente fim da ditadura militar. A oposi\u00e7\u00e3o a Collor de Mello uniu todas as for\u00e7as pol\u00edticas brasileiras. O pa\u00eds estava em lua de mel com seus pol\u00edticos, em fun\u00e7\u00e3o da recente redemocratiza\u00e7\u00e3o. Confiava-se que os pol\u00edticos resolveriam os problemas da Na\u00e7\u00e3o p\u00f3s-queda do presidente. N\u00e3o havia disputa ideol\u00f3gica, mas uma quase unanimidade contra um governo que liderou o \u201cmaior esquema de corrup\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria\u201d. Al\u00e9m da corrup\u00e7\u00e3o, que chocou a popula\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e9poca tal qual a Lava Jato nos dias de hoje, a crise econ\u00f4mica era superior \u00e0 atual. A infla\u00e7\u00e3o estava na casa dos 80%; a taxa de desemprego era igualmente alta e nossa moeda, que j\u00e1 havia mudado de nome v\u00e1rias vezes, nem valor tinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pol\u00edticos de esquerda, de direita, empres\u00e1rios (tamb\u00e9m liderados pela Fiesp), sindicalistas, movimentos sociais, igreja todos se uniram pelo impeachment. \u00c0 imprensa (em especial os jornais e as revistas semanais) coube a tarefa de investigar e fazer a cr\u00f4nica dos fatos, sem precisar se posicionar, como fizera em 1964. Talvez ainda estivesse traumatizada com o erro do passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A atua\u00e7\u00e3o da imprensa em 2016 em nada lembra a de 1992. Diferentemente, h\u00e1 v\u00e1rios elementos que a aproxima da de 1964. O contexto internacional mudou. N\u00e3o h\u00e1 mais o fantasma do comunismo da Guerra Fria. A disputa ideol\u00f3gica agora acontece nas Am\u00e9ricas, com os governos esquerdistas e populistas na Venezuela, Equador, Bol\u00edvia e Argentina, este at\u00e9 a posse do novo presidente em dezembro. Da\u00ed surgiram os novos \u201cperigos\u201d a assombrar os setores conservadores da sociedade brasileira. Trocam-se as palavras comunismo e totalitarismo de 64 e por lulopetismo e bolivarianismo. Formou-se, assim, o novo quadro ideol\u00f3gico que novamente uniu jornais, empres\u00e1rios, parte da popula\u00e7\u00e3o e pol\u00edticos contra esta amea\u00e7a moderna representada no governo de Dilma Rousseff.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na compara\u00e7\u00e3o dos editoriais de 1992 com os de 2016, desta vez os jornais n\u00e3o tentaram fazer apenas a cr\u00f4nica dos fatos jornal\u00edsticos. Eles mesmos se tornaram porta-vozes dos setores que defendem o impeachment, tomando partido a favor de um dos lados (aqui cabe ressalvar a posi\u00e7\u00e3o mais neutra da Folha). O escritor Bernardo Carvalho tratou desse assunto no artigo Jogando para a plateia, publicado dia 17 de abril na Folha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPor que, agora, quando quero saber de um fato, leio uma coluna de opini\u00e3o? Ser\u00e1 simplesmente porque os jornais est\u00e3o cheios delas? (\u2026) Ou ser\u00e1 porque os fatos nunca estiveram t\u00e3o descaradamente editorializados? Ou porque a coluna de opini\u00e3o \u00e9 pelo menos uma refer\u00eancia subjetiva identific\u00e1vel (sei quem est\u00e1 falando e por qu\u00ea) em meio \u00e0 falsa objetividade da guerra de propaganda em que se converteu a m\u00eddia?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parodiando o escritor, conclui depois dessa longa pesquisa que os jornais s\u00f3 estiveram \u201cdescaradamente editorializados\u201d como agora em 1964 e que, felizmente n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel se enganar com a falsa objetividade, h\u00e1 muito perdida \u201cna guerra de propaganda em que se converteu a m\u00eddia\u201d. A coluna de opini\u00e3o \u00e9, sim, mais confi\u00e1vel, pois o leitor conhece quem est\u00e1 falando e por qu\u00ea.<br \/>\nCileide Alves \u00e9 jornalista e pesquisadora da m\u00eddia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Original: <a href=\"http:\/\/observatoriodaimprensa.com.br\/jornal-de-debates\/jornais-apoiam-o-impeachment-de-dilma\/\" target=\"_blank\">Observat\u00f3rio da Imprensa<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornalismo nunca foi t\u00e3o esmiu\u00e7ado, esquadrinhado, debatido, criticado como neste per\u00edodo p\u00f3s-industrial, ou seja, na era digital. \u00c0s quest\u00f5es antigas\u200a\u2014\u200aqualidade, independ\u00eancia, \u00e9tica, compromisso social com as not\u00edcias etc.\u200a\u2014\u200ajuntaram-se outros temas pr\u00f3prios da mudan\u00e7a do modelo de neg\u00f3cio dos jornais, do surgimento de novos produtos de informa\u00e7\u00e3o na internet e at\u00e9 mesmo da \u201cconcorr\u00eancia\u201d do 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